Reter talentos no mercado atual exige muito mais do que um valor fixo no final do mês. E embora o salário seja a base, o que realmente vira a chave do engajamento e da motivação é a forma como a empresa reconhece o esforço de cada colaborador. Afinal, uma equipe de alta performance não nasce por acaso: ela é moldada por uma estratégia de recompensa inteligente.
A remuneração moderna funciona como um ecossistema. Para isso, ela mistura benefícios, incentivos e flexibilidade para atender às expectativas de diferentes perfis profissionais. E quando a empresa entende essa dinâmica, ela deixa de apenas “pagar contas” e passa a construir uma proposta de valor. Mas você sabe quais modelos de remuneração realmente fazem sentido para o seu modelo de negócio?
Neste artigo, vamos mergulhar nas principais opções do mercado e mostrar como aplicá-las para gerar resultados duradouros e um clima organizacional imbatível. Prepare o papel e a caneta (ou o bloco de notas) e boa leitura!
Afinal, o que é remuneração?

Muitas vezes confundida com o salário, a remuneração é, na verdade, um conceito muito mais amplo. Afinal, ela representa a soma de todos os valores que o colaborador recebe como contrapartida pelo seu trabalho. Isso inclui o salário-base, mas vai além, incorporando variáveis como comissões, horas extras, adicionais (noturno, de periculosidade ou insalubridade) e outros benefícios previstos.
Ou seja, em termos práticos, a remuneração é o “pacote total” de ganhos do profissional. É importante destacar que a estrutura desse pagamento pode variar bastante conforme o modelo de contratação. Sendo assim, alguns profissionais recebem por produção ou tarefa, enquanto outros seguem o padrão da carga horária mensal.
Independentemente do formato, a clareza no contrato de trabalho é a maior garantia para ambos os lados. Assim, quando todos os adicionais estão bem documentados, a relação entre empresa e colaborador se torna muito mais transparente e segura.
Qual a diferença entre salário e remuneração?

Embora usados como sinônimos no dia a dia, salário e remuneração têm papéis bem diferentes na folha de pagamento. O salário é aquela parcela fixa e previsível, acordada em contrato e paga regularmente (geralmente todo mês). Isto é, ele é a base de tudo, mas sozinho não conta a história toda.
A remuneração, por outro lado, é o quadro completo. Ela representa a soma do salário-base com tudo o que o colaborador recebe em troca do seu esforço. Portanto, aqui entram as comissões, horas extras, adicionais de insalubridade, gratificações e até a participação nos lucros (PLR). Ou seja: o salário é uma parte; a remuneração é o todo.
E dominar essa diferença não é apenas uma questão de RH, mas de transparência. Afinal, quando empresa e colaborador compreendem esses conceitos, a relação se torna mais segura, evitando mal-entendidos sobre direitos, obrigações e o real valor do pacote de benefícios oferecido.
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O que compõe os tipos de remuneração?
Como vimos, a remuneração não é um bloco único de dinheiro, mas sim um conjunto de camadas que, somadas, formam o valor real que o profissional entrega e recebe. Isto é, ela funciona como um ecossistema de ganhos: enquanto alguns componentes são garantidos por lei, outros são usados pela empresa como ferramentas estratégicas.
E entender o que compõe essa estrutura é essencial para enxergar o valor total da proposta de trabalho. Confira:
- Salário-base: é o valor fixo acordado entre o empregador e o empregado, que corresponde à remuneração básica pelo trabalho realizado;
- Horas extras: valor adicional pago ao funcionário quando ele trabalha além da jornada regular estabelecida, em conformidade com a legislação trabalhista;
- Décimo terceiro salário: também conhecido como “gratificação de Natal”, corresponde a um pagamento extra equivalente a um salário-base;
- Férias: período de descanso remunerado concedido ao colaborador após um ano de trabalho, acrescido de um terço do salário-base;
- Comissões: valor adicional concedido ao funcionário com base em suas vendas ou metas atingidas, comum em cargos que envolvem vendas e comissionamento;
- Participação nos lucros: benefício que permite aos funcionários receberem uma parcela dos lucros obtidos pela empresa em um determinado período;
- Adicionais: são valores adicionais pagos ao colaborador, como o adicional noturno (para quem trabalha durante a noite), adicional de periculosidade (para atividades de risco) e adicional de insalubridade (para trabalhos com exposição a agentes nocivos à saúde);
- Descanso semanal remunerado (DSR): é o valor referente ao dia de folga semanal do trabalhador, garantido por lei, e que deve ser remunerado.
Porém, isso não é tudo. É importante ressaltar que podem haver outros benefícios, como vale-refeição, vale-transporte, plano de saúde, entre outros, que podem variar de empresa para empresa.
Principais tipos de remuneração
Não existe uma fórmula única para recompensar talentos. E, assim, a escolha do modelo ideal depende diretamente da cultura da empresa, do setor de atuação e dos objetivos que se pretende alcançar. E durante o processo de contratação, entender essas variações é o que permite ao RH montar uma proposta que seja, ao mesmo tempo, atraente para o candidato e sustentável para o negócio.
Para ajudar você a identificar qual estratégia melhor se adapta à sua realidade, listamos abaixo os seis tipos de remuneração mais utilizados no mercado atual:
1 – Remuneração variável
Este modelo é o grande combustível de equipes que trabalham com metas, como os times de vendas e expansão. Isso porque ele combina a segurança de um salário fixo com o estímulo de ganhos variáveis, que flutuam de acordo com a performance individual ou coletiva. E, por essa razão, quando bem estruturada, essa estratégia cria um ambiente de meritocracia, onde o esforço direto se converte em recompensa financeira imediata.
Para a empresa, a grande vantagem da remuneração variável é a previsibilidade de custos em relação ao faturamento: você paga mais quando o resultado aparece. Já para o colaborador, funciona como um desafio constante que impede a estagnação.
2 – Remuneração por competências
Diferente dos modelos tradicionais, aqui o foco não é apenas o que o colaborador faz, mas como ele faz. Por isso, aqui, a empresa avalia o conjunto de conhecimentos, atitudes e entregas que o profissional oferece para o negócio.
Esse formato incentiva o autodesenvolvimento contínuo, pois o colaborador percebe que sua evolução profissional reflete diretamente em seus ganhos. Assim, ao adotar esse modelo, a organização consegue mapear melhor seus talentos internos e garantir que as pessoas certas estejam nas posições mais estratégicas, sendo remuneradas por sua real entrega de valor.
3 – Remuneração funcional
Este é o clássico plano de cargos e salários, onde o pagamento é determinado pela função ocupada dentro da hierarquia organizacional. É um modelo que traz muita transparência e segurança jurídica, pois estabelece faixas salariais claras para cada nível de responsabilidade. Por isso, ele funciona como a espinha dorsal de muitas empresas sólidas, permitindo uma gestão de custos mais rígida e previsível.
Além disso, a grande força da remuneração funcional aparece quando ela é acompanhada de um plano de carreira bem desenhado. Afinal, quando o colaborador enxerga exatamente o que precisa fazer para subir de nível e aumentar sua renda, ele tende a se manter fiel à organização por mais tempo.
4 – Remuneração por habilidades
Neste modelo, o que conta são as ferramentas que o profissional traz na bagagem, como certificações técnicas, domínio de idiomas ou especializações acadêmicas. Por isso, é comum em setores técnicos onde uma qualificação específica pode salvar processos ou acelerar projetos. O diferencial é que o colaborador pode ser recompensado por um conhecimento extra, mesmo que continue desempenhando a mesma função de seus colegas.
Isso cria um incentivo direto para a educação continuada. E para a empresa, o benefício é ter um time cada vez mais especializado e atualizado com as melhores práticas do mercado.
5 – Salário indireto
O salário indireto é o conjunto de benefícios que complementa a renda nominal, focando na qualidade de vida e no bem-estar do colaborador. E, aqui, itens como planos de saúde de primeira linha, vales flexíveis e auxílio-educação muitas vezes pesam mais na balança do que o dinheiro vivo.
Para as empresas, o salário indireto é uma ferramenta poderosa de marca empregadora (employer branding). Afinal, além de oferecer vantagens tributárias em alguns casos, esses benefícios demonstram cuidado e empatia com a jornada do funcionário.
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6 – Comissões e prêmios
Embora caminhem juntos, esses dois elementos cumprem funções distintas no engajamento. Isso porque as comissões são pagamentos percentuais já previstos, geralmente atrelados ao volume de vendas ou fechamento de contratos. Já os prêmios são gratificações pontuais e extraordinárias, concedidas quando um desempenho supera todas as expectativas ou quando um projeto crítico é entregue com excelência.
Essa combinação mantém a equipe focada no cotidiano, mas sempre de olho na oportunidade de alcançar algo extraordinário.
7 – Participação nos Lucros e Resultados (PLR)
A PLR é uma das estratégias mais eficazes para alinhar o interesse dos colaboradores aos objetivos dos acionistas. Afinal, ao dividir uma parcela do lucro líquido ou do alcance de metas globais, a empresa transforma o funcionário em um parceiro do negócio. Assim, esse modelo estimula a visão sistêmica: o colaborador passa a se preocupar não apenas com sua mesa, mas com a saúde financeira de toda a organização.
Porém, isso não é tudo: além do impacto motivacional, a PLR oferece vantagens fiscais para a empresa e para o empregado, já que não possui natureza salarial direta. É um modelo ganha-ganha: nos anos de prosperidade, todos celebram os frutos; nos anos de desafio, o time se une para recuperar a rentabilidade.
Como escolher o tipo de remuneração adequado para sua empresa?

Definir a estratégia de pagamentos não é uma tarefa puramente administrativa: é uma decisão que molda a cultura da empresa. E para não errar na escolha, o ideal é seguir um roteiro que equilibre a saúde financeira do negócio com as expectativas do time.
Confira os passos essenciais para tomar essa decisão:
- Analise a mensuração de resultados: antes de adotar modelos variáveis, certifique-se de que a empresa consegue medir o desempenho de forma justa. Lembre-se: se não há métricas claras, o estímulo pode virar frustração;
- Revise o plano de cargos e salários: garanta que o novo modelo não crie abismos salariais entre pessoas que exercem a mesma função. O equilíbrio interno é a chave para evitar conflitos e processos trabalhistas;
- Pense no seu Employer Branding: como você quer ser visto no mercado? Considere a resposta e se lembre que a remuneração é um pilar da sua reputação. Um sistema moderno e atrativo ajuda a atrair talentos que seus concorrentes não conseguem alcançar;
- Busque o cenário “ganha-ganha”: o sistema perfeito é aquele em que a empresa cresce e o colaborador sente esse crescimento no bolso. Dessa forma, quando o time percebe que é sócio do sucesso, a produtividade atinge outro patamar;
- Calcule o impacto financeiro: nenhuma estratégia sobrevive sem viabilidade. Por isso, antes de implementar, projete os custos a curto e longo prazo para garantir que a nova estrutura seja sustentável, mesmo em períodos de oscilação do mercado.
Por que investir nos diferentes tipos de remuneração com a ajuda de um software?

Aqui, sempre falamos que a tecnologia pode ser uma aliada na escolha da remuneração que mais se adeque a sua empresa. Por isso, a Actio desenvolveu o software Actio Remuneração Variável, o único software de remuneração aprovado pela Falconi, maior consultoria do Brasil.
Com o Actio Remuneração Variável, você terá acesso em tempo real aos resultados individuais, permitindo uma visibilidade clara no processo de remuneração variável. Além disso, o software também calcula comissões, ICP, PLR, bônus, ILP e muito mais, adaptando-se às necessidades específicas da sua organização.
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Perguntas frequentes sobre tipos de remuneração
Confira abaixo algumas das perguntas mais comuns sobre o tema:
Segundo a consultoria TalentCorp, 85% dos profissionais veem os benefícios como fator decisivo para aceitar uma vaga. Sendo assim, oferecer um pacote atrativo e flexível aumenta o engajamento, reduz a rotatividade e fortalece o compromisso da empresa com o crescimento e bem-estar do time.
O contrato deve detalhar o salário-base e todos os adicionais previstos, como comissões e gratificações. Essa transparência evita passivos trabalhistas e garante segurança jurídica para a empresa e o colaborador.
A escolha deve basear-se em pesquisas de mercado, no orçamento da empresa e no nível de responsabilidade da função.



