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Software de gestão de projetos: 10 perguntas a se fazer antes de escolher

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Gerir projetos no cenário corporativo atual tornou-se tão complexo quanto administrar a própria empresa. Afinal, para tirar uma ideia do papel com sucesso, a liderança precisa mapear escopo, prazos, custos, recursos, riscos, canais de comunicação e viabilidade financeira.

Isso porque a correta mensuração de todas essas variáveis é o fator que determina o sucesso ou o fracasso de uma iniciativa. E por esse motivo, contar com ferramentas de apoio automatizadas deixou de ser um diferencial e virou obrigação de mercado.

Por muito tempo, o controle de cronogramas foi feito manualmente em planilhas de Excel, confiando apenas no feeling e na memória dos profissionais envolvidos. Porém, processos manuais são altamente suscetíveis a erros, esquecimentos e retrabalhos que geram prejuízos financeiros. Diante de uma concorrência acirrada, ser preciso e veloz nas decisões é essencial, certo?

Quer entender como escolher a tecnologia ideal para blindar o planejamento da sua empresa? Confira a seguir o guia prático que preparamos!

O que é um software de gestão de projetos?

Um software de gestão de projetos é uma plataforma digital projetada para planejar, organizar, monitorar e executar as iniciativas e tarefas de uma empresa dentro do prazo e do orçamento previstos. Ou seja, ele atua como um hub central de informações, conectando gestores e equipes operacionais em um único ambiente de trabalho.

Assim, mais do que organizar listas de tarefas, a ferramenta transforma dados complexos em cronogramas visuais interativos. Isso permite que a diretoria acompanhe a evolução de projetos estratégicos em tempo real, eliminando a necessidade de reuniões e o envio infinito de e-mails de cobrança.

Leia também: Gestão de projetos e gestão estratégica

Quais as vantagens de um software de gestão de projetos?

Implementar uma plataforma especializada eleva o nível de maturidade de gestão da companhia, gerando benefícios como:

  • Centralização da informação: elimina o uso de planilhas descentralizadas e garante que todo o time olhe para a mesma versão do cronograma;
  • Visibilidade e transparência (Gestão à Vista): dashboards interativos permitem identificar instantaneamente quais tarefas estão no prazo e onde estão os gargalos operacionais;
  • Controle financeiro rigoroso: facilita o acompanhamento do orçamento previsto versus o realizado, evitando o estouro de custos;
  • Aumento da produtividade: automatiza a distribuição de demandas e o envio de alertas de prazos, liberando o time para focar na execução;
  • Redução drástica de erros: minimiza falhas humanas causadas pelo esquecimento de prazos ou falta de clareza na divisão de responsabilidades.

10 perguntas a se fazer antes de escolher um software de gestão de projetos

Escolher a plataforma que vai guiar os projetos da sua empresa exige critério. Afinal, adquirir um sistema apenas pela reputação de mercado, sem analisar o contexto interno, pode resultar em baixas taxas de adoção pelo time e desperdício de orçamento.

E para garantir um investimento seguro e alinhado aos seus objetivos, analise estas 10 perguntas fundamentais antes de fechar o contrato com um fornecedor:

1. Qual é sua necessidade real?

Considere as dores atuais da sua organização. O que precisa ser gerido? Com que nível de detalhamento? Quantas pessoas terão acesso ao sistema e que tipo de relatórios a diretoria precisa visualizar? 

Vale mais a pena investir tempo mapeando os requisitos certos do que migrar dados para um sistema que se mostrará insuficiente em poucos meses.

2. Quais são as funcionalidades necessárias?

As funcionalidades devem espelhar e otimizar os processos de gestão já existentes na sua rotina. Por isso, evite soluções subaproveitadas cheias de recursos inúteis, ou ferramentas simples demais que deixam a desejar. 

Priorize plataformas que permitam criar planos de ação claros, acompanhar cronogramas e monitorar indicadores de desempenho (KPIs) de maneira rápida e intuitiva.

3. É possível customizar a solução?

Cada negócio possui particularidades operacionais e regras de conformidade próprias. E a melhor maneira de garantir que o software responda a essas nuances é contratando uma solução flexível. 

Por isso, verifique com o fornecedor o nível de customização permitido para as telas, fluxos de aprovação, relatórios e permissões de acesso.

4. O software é escalável?

Em um mercado dinâmico, sua empresa está em constante crescimento. E o software escolhido deve acompanhar essa evolução sem travar a operação. 

Por isso, certifique-se de que a plataforma possui capacidade de expansão para armazenar mais dados e suportar um número maior de usuários sem perda de performance ou necessidade de troca de sistema no futuro.

Leia mais: Software de RH

5. A solução é colaborativa?

Trabalhar em equipe exige sinergia, mesmo com profissionais atuando em regime de home office ou em filiais diferentes. Por isso, verifique se o software permite a colaboração em tempo real e se foi desenvolvido no modelo SaaS (Software as a Service) baseado na nuvem. 

Isso garante que qualquer atualização feita por um colaborador seja vista instantaneamente pelo restante do time.

6. Todas as áreas da gestão de projetos são contempladas?

Iniciativas complexas exigem controles robustos. E o sistema ideal deve gerenciar todo o ciclo de vida do projeto, do planejamento estratégico ao fechamento. 

Certifique-se de que a ferramenta controla linhas de base, tarefas em atraso, dependências de cronograma, custos diretos e indiretos, eliminando de vez a necessidade de controles paralelos fora do software.

7. Como o software ajuda na comunicação interna?

Uma comunicação clara reduz atritos e ruídos entre os setores. Por essa razão, busque sistemas que ofereçam recursos nativos de transparência e gestão à vista, como alertas automáticos para prazos vencidos, divisão de projetos por centros de custo e relatórios detalhados de desvios. 

Lembre-se: a transparência gera um senso de autorresponsabilidade saudável nas equipes.

8. Existe suporte para a solução?

Dúvidas técnicas e operacionais surgem na rotina. Por isso, antes de assinar o contrato, certifique-se de que o fornecedor oferece um suporte técnico ágil e consultivo. 

Além disso, exija um SLA (Service Level Agreement) bem definido, detalhando os tempos máximos de resposta e os canais de atendimento disponíveis para ajudar seu time.

9. É possível integrar o software a outras soluções?

Para que a gestão seja verdadeiramente integrada, o software de projetos deve conversar com o ecossistema de tecnologia que você já possui. 

Avalie a facilidade de integração da plataforma com os sistemas de ERP, CRM e ferramentas corporativas de comunicação que a sua empresa utiliza diariamente, evitando a digitação duplicada de informações.

10. Qual é o custo da solução?

Por fim, o valor investido deve ser condizente com o Retorno sobre o Investimento (ROI) gerado. 

Lembre-se de que a solução mais barata do mercado pode sair cara se demandar muito trabalho manual ou sofrer com instabilidades. Além disso, coloque o preço como fator de desempate após validar todos os requisitos técnicos, funcionais e de segurança do sistema.

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Perguntas frequentes sobre Business Intelligence

Confira abaixo algumas das perguntas mais comuns sobre o tema:

Qual é a diferença entre gerenciamento de tarefas e gestão de projetos? 

Ferramentas de tarefas funcionam como listas de afazeres diários simples (to-do lists). Já um software de gestão de projetos controla o ciclo de vida completo de iniciativas complexas, envolvendo dependências de cronograma, gestão de recursos humanos, custos, riscos e indicadores de desempenho (KPIs).

O que é a “Gestão à Vista” em ferramentas de projetos?

É a prática de deixar os indicadores e o status dos projetos visíveis de forma clara e intuitiva para todo o time por meio de dashboards. Isso elimina a necessidade de cobrar relatórios constantemente e aumenta o senso de autorresponsabilidade da equipe.

O que é e por que devo exigir um SLA de suporte do fornecedor? 

O SLA (Service Level Agreement) é o acordo que determina o tempo máximo que o fornecedor pode levar para responder e resolver as dúvidas ou problemas técnicos da sua empresa. Afinal, ele garante que a sua operação não fique travada por falta de atendimento especializado.

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