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Os desafios da gestão estratégica para 2014

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Ano de Copa do Mundo e eleições deixam empresas em estado de alerta para evitar queda de produtividade. Saiba como minimizar os riscos. Os desafios da gestão estratégica:

No Brasil dois eventos serão marcantes para a economia em 2014: a Copa do Mundo e as eleições. Para alguns setores, essa será uma oportunidade única, mas para a maioria existe um certo receio. Por isso mesmo, há que se investir em uma gestão estratégica eficiente, visando orientar o andamento da empresa e o trabalho em prol de um objetivo maior. Para isso, não basta ter uma gestão engavetada, é preciso criar estratégias, metas, planos de ação, indicadores para medir o desempenho e criar uma rotina de acompanhamento desses processos, bem como comunicar claramente para toda a empresa quais são as expectativas da organização para este ano.

De acordo com especialistas, as empresas precisam se organizar para garantir os lucros no primeiro semestre, já que o ano será mais curto em função dos jogos e os custos não diminuirão. O lema chave de 2014 será principalmente evitar o gastos desnecessários para garantir que a empresa não entre no vermelho, principalmente considerando o aumento natural da mão de obra nessa época.

Priscila Nogueira, diretora de alianças estratégicas da Stratec, acredita que os efeitos econômicos da Copa já são sentidos há mais tempo, com a criação da infraestrutura necessária para o evento. Ou seja, as organizações já estão se preparando e investindo há mais tempo para a Copa, buscando as oportunidades que isso traz para a economia. “Entendo que o principal desafio agora em 2014 será cumprir as metas,  considerando que durante um mês a mobilidade urbana nos grandes centros ficará comprometida, e a atenção de todos estará voltada para o evento. Os gestores consideraram isso em seu planejamento? Definiram planos de ação para mitigar esses riscos?”, questiona. Além da Copa, Priscila lembra que teremos eleições no final do ano, e com isso, possíveis mudanças políticas e econômicas. Segundo ela, os resultados das eleições podem invalidar planos e projetos para o alcance dos objetivos estratégicos das organizações. “É um momento de reflexão e de revisão do planejamento tático e operacional”, diz.

Um fator que deve ser levado em consideração pelos gestores é que o segundo semestre será mais curto por conta dos jogos e que isso deve ser planejado para não resultar em prejuízos para as organizações. Serão adicionados três novos feriados ao calendário nacional por conta da fase inicial do torneio:  12/6 (quinta-feira), 17/6 (terça-feira) e 23/6 (segunda-feira). Esse calendário de feriados pode ser ampliado caso o time brasileiro passe para a fase final. “Os gestores devem considerar esses feriados em seu planejamento, definindo ações preventivas para que não haja perda de produtividade. Criatividade e busca de soluções em equipe devem ser valorizadas nessas horas. Comunicar as metas, obter o comprometimento de todos, divulgar resultados, premiar boas sugestões, são algumas das formas de envolver as equipes no problema que é de toda a organização”, aconselha Priscila. Além disso, as empresas também devem se prevenir em relação às  manifestações populares que podem ocorrer nesse período.

A gestão estratégica possibilita a mensuração, identificação, avaliação dos riscos e a definição de planos de ação para sua mitigação, caso a organização analise que deva  proteger-se dos mesmos. Além dos fatores acima já citados, ainda há o fato do carnaval este ano acontecer somente em março. Por isso, algumas organizações estão antecipando projetos, organizando o calendário de atividades e replanejando as férias de funcionários para evitar queda na produtividade. “O fato é que a organização deve trabalhar com o risco de 2014 da forma adequada, ou seja, protegendo-se, transformando o risco em oportunidade, ou simplesmente reduzindo seus impactos nos objetivos estratégicos do negócio. O software de Gestão Estratégica está preparado para a identificação e avaliação dos riscos, bem como a proposição de ações para transformá-los de ameaças em oportunidades”, ressalta Priscila.

Saber o que vai acontecer antecipadamente é o sonho de quase todos os gestores e empresários. No entanto, como a certeza do futuro não existe, o mais viável é traçar cenários, tentando prever as principais tendências e desafios que a organização enfrentará em 2014 e preparar-se para encará-los. A manutenção da produtividade, a redução de custos e o acompanhamento rígido do planejamento serão peças chave para o sucesso das companhias, segundo especialistas. Após identificar os riscos negativos e preparar-se para eles, os gestores terão tempo também de pensar nas oportunidades que 2014 poderá trazer.

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