What you will find on this blog:
ToggleVale a pena desenvolver um sistema interno ou contratar um software?
Em algum momento, toda empresa que amadurece processos cai na mesma encruzilhada: as planilhas já não dão conta, as demandas por controle aumentam, e a pergunta que aparece com força é: vale a pena desenvolver um sistema interno ou contratar um software SaaS?
A dúvida é legítima. E não é só sobre tecnologia. Na prática, essa decisão envolve capacidade de execução, custo total, risco e manutenção ao longo do tempo.
Mas por que essa pergunta surge?
O gatilho costuma ser previsível, processos de gestão ficam mais estruturados e complexos. A empresa passa a acompanhar metas, resultados, iniciativas, indicadores, rotinas e desdobramentos com mais rigor. A planilha, que era ágil no começo, vira um risco operacional com erros manuais, versões desencontradas, falta de atualização em tempo real e baixa rastreabilidade.
A partir daí, muitas organizações seguem por dois caminhos:
- Construir uma ferramenta interna com a equipe de TI.
- Adquirir uma solução SaaS já consolidada no mercado.
A resposta “certa” sempre depende do contexto. Mas existem critérios objetivos que ajudam a enxergar as implicações reais de cada escolha.
“A escolha entre sistema interno e SaaS não é sobre tecnologia, é sobre como a empresa sustenta sua operação no tempo.”
O que significa “desenvolver internamente”, na prática
Muita gente ainda imagina desenvolvimento como “colocar um programador para rodar”. Porém, é muito mais do que isso. Para reduzir riscos e aumentar a chance de sucesso, o desenvolvimento precisa do que chamamos squad base, um time com competências mínimas, que tenha pelo menos a seguinte estrutura:
- Desenvolvedores
- Tech Lead (liderança técnica e arquitetura)
- UX/UI (desenho de experiência e interface)
- QA (Qualidade / testes)
- Product Owner (PO) (tradução da demanda do negócio)
E quando a solução começa a ganhar corpo, entram ainda dois papéis críticos:
- Infrastructure (Cloud/servidores, deploy, estabilidade)
- Security (criptografia, autenticação, proteção contra ataques)
O custo que quase ninguém calcula
Outro ponto relevante é que existe um custo que quase ninguém considera, mas que inevitavelmente aparece depois. Ao comparar “desenvolver” vs. “comprar”, muitas empresas restringem a análise ao salário da equipe ou à mensalidade do SaaS. Porém, o problema é que o custo real está no conjunto.
Além do time, o desenvolvimento interno exige camadas de custo recorrente, como:
- Infrastructure (Cloud/servidores)
- Licenças
- Ferramentas de monitoramento e performance
- Repositórios de código e pipeline de entrega
- Segurança e backups
- Continuous training:
Sem falar em um custo silencioso que pesa muito: rotatividade e perda de conhecimento.
Em mercados competitivos, desenvolvedores mudam de empresa com frequência e cada saída pode levar junto parte do entendimento do produto.
Isso se agrava quando a empresa não é de tecnologia. Já que profissionais tendem a preferir ambientes onde software é o core, porque ali evoluem mais rápido tecnicamente.
A lógica econômica
O problema começa quando a iniciativa precisa se sustentar ao longo do tempo, e não apenas sair do papel. Muitas iniciativas internas parecem viáveis no início, mas logo ficam insustentáveis. E o motivo disso é estrutural.
> Um SaaS faz um investimento alto no início, mas dilui esse custo entre centenas ou milhares de clientes.
> Um software interno tem o mesmo tipo de investimento inicial (ou próximo disso), mas é absorvido por uma única empresa.
Manutenção: o “pós” que decide o futuro do sistema
Somado a isso, mesmo que o sistema entregue bem na primeira versão, a parte mais difícil começa depois. Manutenção é essencial, e não é só sobre “corrigir bug”. Mas lidar com:
- Novas demandas;
- Melhoria contínua de usabilidade;
- Security (ameaças mudam o tempo todo);
- Thetualizações tecnológicas (frameworks, navegadores, mobile stores);
- Performance e escalabilidade;
- Documentação e onboarding;
- Métricas de uso para orientar evolução.
Mais do que isso, a manutenção deve ser sempre um ponto de atenção redobrada, pois, quando uma atualização tecnológica é adiada por tempo demais, chega uma hora em que evoluir deixa de ser uma opção, e o único caminho passa a ser reescrevê-la completamente.
Mas então, quando faz sentido desenvolver internamente?
Desenvolvimento interno pode fazer sentido quando:
- A solução é muito específica e não existe nada no mercado que atenda;
- A empresa tem maturidade real de produto e engenharia;
- Existe disposição para sustentar time, processo e manutenção ao longo dos anos.
Por que a maioria das empresas tende a comprar
Porque, na prática, desenvolver software raramente é o melhor uso do tempo e da energia da empresa. Para a maioria das organizações, comprar uma solução pronta é uma decisão estratégica, não apenas operacional, sustentada por fatores estruturais que pesam no médio e longo prazo:
- Foco no core business: desviar energia para software tem custo estratégico.
- Custo total menor com escala: o fornecedor dilui investimento em muitos clientes.
- Risco reduzido: SaaS já é produto pronto e validado.
- Qualidade e evolução contínua: segurança, estabilidade e roadmap tendem a ser mais robustos.
Um bom teste para decidir
Se você está avaliando essa escolha, experimente responder honestamente:
- Temos capacidade de manter um time completo por 2–3 anos, mesmo se prioridades mudarem?
- Vamos sustentar o sistema com improve constantes, atualizações and segurança?
- Existe “pressa” e risk operacional em esperar um desenvolvimento?
- Há solução SaaS que entregam 80% do que precisamos hoje e pode evoluir conosco?
Na maioria dos casos, o SaaS prevalece por ser mais sustentável ao longo do tempo.
Desenvolvimento interno vs. SaaS: principais trade-offs técnicos e operacionais
| Critério | Desenvolvimento interno | Software SaaS |
| Investimento inicial | Alto (time, arquitetura, infraestrutura) | Baixo ou diluído em mensalidade |
| TCO (custo total no tempo) | Difícil de prever, tende a crescer | Mais previsível |
| Time-to-value | Lento (meses até primeira versão estável) | Rápido (uso imediato) |
| Scalability | Depende de decisões técnicas iniciais | Nativa, já testada em múltiplos clientes |
| Manutenção | Responsabilidade integral da empresa | Incluída no serviço |
| Security | Depende de investimento contínuo | Estrutura dedicada e especializada |
| Risco operacional | Alto (pessoas-chave, dívida técnica) | Menor (produto validado) |
| Evolução funcional | Sob demanda, entra na fila da TI | Contínua, baseada em roadmap de mercado |
| Dependência de pessoas | Alta (key-man risk) | Baixa, conhecimento distribuído |
| Alinhamento ao core business | Baixo (desvio de foco) | Alto (empresa foca no que gera valor) |
Acesse www.actiosoftware.com e conheça todas as possibilidades para uma gestão integrada.






