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As empresas brasileiras e os grupos de melhoria contínua

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A maturidade estratégica e a relação das políticas de pessoal com o planejamento estratégico vem sendo tema de debate dos nossos artigos. Nessa linha, buscamos um interessante texto disponibilizado por Tiago Trevisani, no blog da O´Think, empresa de consultoria parceira da Stratec.

“No Brasil, tenho visto que há várias iniciativas de implantar e ampliar atuações de grupos de melhoria baseados em algumas metodologias como: PDCA, Seis Sigma, Manufatura Enxuta, dentre outros. Essas iniciativas em muitos casos têm resultados pelo esforço do time e empenho em mudar a cultura da organização em que está sendo implantada. Para isso é necessário um grande enraizamento da cultura de inovação e melhoria contínua desde operação até o conselho/presidência.

Eu participei de projetos que eram baseados em melhoria nos processos provenientes de grupos de melhoria e isso resultou em economias na ordem de 20 milhões de reais em 3 anos de projetos com 60 grupos de melhoria focados na redução de custo, aumento de produtividade e melhoria da qualidade.

Eu realizei uma pesquisa com 50 executivos de empresas de diversos segmentos e tamanhos para ter uma visão mais geral de como está o uso desses grupos no Brasil. Ela mostrou que 64%, das organizações que os executivos gerenciam, utilizam atualmente ou já utilizaram esses grupos de melhoria contínua para corrigir problemas de forma mais rápida e eficaz. Outro ponto relevante visto nessa pesquisa foi que 100 % dos executivos acreditam que premiar os integrantes dos grupos ajuda a alavancar os resultados que podem ser obtidos com a adoção dessa cultura.

Normalmente há três tipos básicos de premiação:

– Dinheiro;
– Reconhecimento;
– Prêmios (viagens, eletrodomésticos, dentre outros).

O fato da premiação dos grupos não ser somente em dinheiro pode ser explicado através da Teoria de hierarquia de necessidades de Abraham Maslow, também conhecida como pirâmide de Maslow. O ser humano tem uma necessidade de auto-realização e autoestima que é intrínseca da nossa natureza e está um patamar superior ao dinheiro (fisiológica, segurança e social).

Então, considerando todo esse contexto de grupos de melhoria contínua é possível elencar alguns fatores críticos de sucesso:

– Participação efetiva da alta administração;
– Treinamento prático no uso de metodologia de melhoria (Seis Sigma, PDCA, dentre outros);
– Acompanhamento formal de maneira periódica do progresso feito pelo grupo (dificuldades; lições aprendidas);
– Reconhecimento dos bons resultados alcançados pelos grupos.

Portanto, se você ainda não teve grupos de melhoria, talvez tenha chegado a hora de pensar em tê-los, pois alguns dos benefícios são o aumento da integração da equipe e aceleração a performance da sua organização”.

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