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Gestão estratégica da construção civil

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Implementar gestão estratégica é um desafio constante em todos os tipos de organizações. Cada setor e nicho de mercado enfrenta seus próprios desafios referentes às suas características específicas. A Stratec entrevistou dois profissionais do ramo de construção civil para compartilhar os desafios e vantagens da utilização da gestão estratégica em sua área.

Gestão estratégica é o conjunto de decisões estratégicas que determinam o desempenho de uma corporação no longo prazo. Esse tipo de gestão inclui análise profunda dos ambientes interno e externo, formulação da estratégia, implementação da estratégia, avaliação e controle. Algo que hoje, é essencial diante as mudanças e transformações que o mercado vem sofrendo com o crescimento da competitividade. Várias organizações enxergam a necessidade de implementar gestão estratégica em suas rotinas como uma oportunidade para se destacar.

Não seria diferente na construção civil, um mercado sempre presente e sólido em nossa história e em constante expansão. Ao mesmo tempo em que crescem as oportunidades para este ramo, cresce também a competitividade, levando a adoção das prática de gestão estratégica.

“O valor da gestão estratégica para nós, do ramo de construção civil, é a de agregar vantagem competitiva, que colabora para nos tornar únicos no mercado em que atuamos” respondeu Alípio, engenheiro civil, pós-graduado em Gestão de Empresas e Diretor de Assuntos Estratégicos na ARELANO.

Gestão estratégica é amplamente utilizada em organizações que atuam tipicamente por processos. Já o setor de construção civil utiliza majoritariamente métodos de gerenciamento de projetos, tornando o desafio de implementação ainda maior.

Ao ser perguntado sobre as metodologias de gestão estratégica adaptadas a gestão de projetos, Jorge Secaf; engenheiro civil, pós-graduado em engenharia da produção, especialista em gestão e Diretor de Operações da TARJAB, nos explica que cada novo empreendimento da construção civil (projeto) é diferente, acontece em local diferente, visando um público diferente. E que tanto no nível dos projetos empresariais quanto no nível das iniciativas estratégicas como tradicionalmente se conhece nos setores, que trabalham por processos, a questão é a mesma: planejar, monitorar, corrigir rumos para alcançar os objetivos.

Apesar de todos os desafios, as metodologias de gestão estratégica apoiam em ambos os casos, gestão por processos e gestão por projetos, bastando ao profissional flexibilidade e um bom conhecimento das necessidades dos projetos para se fazer as adaptações necessárias de acordo com as características de casa projeto.

Já Alípio nos atenta a uma outra dificuldade deste setor: a criação de indicadores, parâmetros de quantificação para mensurar o seu trabalho. De acordo com ele a gestão estratégica colabora justamente para se fazer as perguntas certas para definir estes indicadores mensuráveis.

Outra ponto de dificuldade no setor é garantir clareza de pensamento de todos os envolvidos nos projetos, tanto aqueles que estão na obra, quanto os engenheiros e o administrativo. Por possuírem competências e formas de trabalhar distintas têm dificuldade de alinhar seu trabalho, tornando assim mais difícil garantir esta unicidade de direcionamento. É neste ponto que a gestão estratégica entra para alinhamento de pensamento e definição de metas únicas e estratégicas a serem seguidas por todos os envolvidos no projeto. Precisa-se também dedicar atenção na parte de comunicação.

Jorge explica melhor “O engenheiro, por formação, é muito capacitado técnicamente. O construtor, especificamente, tem forte apreço pela obra que produz. Na minha visão essas questões conduzem a um sentimento de potência, capacidade, que por exemplo pode levar a decisão de “fazer” ao invés de “comprar”. Sabemos que na gestão estratégica a questão principal é executar o que foi planejado, acompanhar os planos e iniciativas, que competem em dedicação de tempo com os próprios projetos de construção.”

Conclui-se a importância da gestão estratégica na construção civil principalmente quando levado em consideração: a necessidade de vantagem competitiva, as características do públicos envolvidos, unicidade do direcionamento e criação de indicadores de sucesso.

Ambos os entrevistados são clientes da Stratec e utilizam o Módulo Gestão Estratégica em seus trabalhos. Para eles a automatização da estratégia facilita a implementação desta como Jorge coloca “Ter um modelo, uma estrutura pronta para apoiar o trabalho, colabora bastante”.

Na realidade da engenharia civil existe também o PBQP-H (Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat) que é um instrumento criado pelo governo brasileiro na busca da melhoria no habitat no Brasil e na modernização produtiva da construção civil, funciona como um sistema de certificação, assim como o ISO, possui certos princípios que levam as organizações de construção civil a adptarem seus processos e opereções seguindo as regras onde exige-se um certo padrão de qualidade dos trabalhos das empresas de construção civil do país.

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